Belíssima parte da cidade, aquela. Alta, deixando aos seus pés todo o mais. Altos eram os prédios, por entre árvores frondosas, sobre o chão cinzendo que se pronunciava morro acima.
Eram dois prédios frente e frente. Entre eles, apenas as árvores, seus troncos, seus galhos. Alguns poucos metros de cimento, por onde subiam ou desciam veículos ocasionais. Os finais de tarde eram perfeitos. Uma deliciosa brisa se jogava das folhas para dentro das janelas entreabertas.
No quarto andar, a janela que fazia frente ao prédio vizinho, convidava a indiscretos olhares para a sala de jantar. Simples, porém composta pelo bom gosto e pela personalidade da proprietária. Uma única parede colorida, cor de carne, ladeada pelas neutras paredes brancas. Parecia mandar algum recado, como se dizesse "ousadia com moderação". Seria possível? Seria esta a maneira dela de viver?
A mesa, em madeira escura e maciça, de cantos arredondados e cercada por algumas cadeiras da mesma sobriedade, sem acompanhamento de qualquer peça adocicasse sua presença, exceto pela toalha de centro, de cor neutra e tecido comum. O lustre baixo, de design moderno, a parede lateral, enfeitada pelo quadro abstrado de cores vivas. Apenas as cortinas semi-abertas, em renda branca, denunciavam a feminilidade do cômodo.
O apartamento oposto, no quarto andar do prédio em frente, estava fechado há algum tempo. O casal proprietário se mudara para uma casa e parecia estar tendo alguma dificuldade em alugar. Sequer haviam esvaziado totalmente o imóvel, pois nas janelas, ainda se viam as persianas fechadas.
A moradora do apartamento de parede cor de carne vivia só, e desfrutava cada minuto de sua liberdade em casa. Estava solteira, mas não, sozinha. Ocasionalmente, era vista subindo ao apartamento com alguma companhia masculina que só saía no amanhecer do dia seguinte. Raramente as companhias se repetiam. Ela não queria encorajar um envolvimento que não aconteceria. Frequentemente, seus companheiros eram colegas da empresa na qual trabalhava, uma metalúrgica próspera do interior.
Aparentava pouca idade para os seus 32 anos. Era magra, mas seu corpo tinha mais carne do que ossos, especialmente no quadril e nas coxas. Ela sabia que as cabeças se viravam para acompanhar seu rebolado quando passava, e adorava.
Desde que concluíra sua graduação em psicologia, atuava em setores de recursos humanos e isto lhe dava a oportunidade de conhecer todos os funcionários das empresas por onde passara.
Durante o expediente, sua postura era absolutamente profissional, mas ela tinha um sex appeal natural, o que fazia com que suas conversas com os colegas durante o horário de almoço, rendessem promissores convites para depois do trabalho. Se a voz do colega a deixasse excitada, este era sinal de que precisava para chamá-lo à sua casa. Tudo muito discretamente.
No prédio em frente, o proprietário do quarto andar já se impacientava. Sentado no chão da sala escura, olhava seguidamente para o relógio, pois já passara do horário dela chegar do trabalho. Alguma coisa lhe dizia que hoje ela traria alguém. Algumas vezes era difícil distrair a atenção de sua esposa para que pudesse sair tão perto da hora do jantar e voltar à antiga moradia, assim como não vinha sendo simples como ele imaginava que seria, dar a ela desculpas convincentes para que o imóvel ainda não tivesse sido ocupado, ja´que era de conhecimento geral a grande procura por aquele endereço. Para ele, a oportunidade de ter o imóvel vazio era inestimável. Faria tudo quanto pudesse para não abrir mão dos deliciosos orgasmos que a vizinha da frente lhe proporcionava ao fazer sexo diante da janela aberta, aos quais ele acompanhava com o pau sempre duro, e em êxtase, por detrás das persianas quase fechadas.
Tomava o cuidado de manter a luz apagada, e se aproveitava da luz da sala dela para acompanhar a maioria dos detalhes, já que ela pedia sexo na mesa da sala de jantar, antes de levar os parceiros a outros cômodos do apartamento. E como ele gostava! ... Era um show molhado e quente que faria o mais do que possível para não perder. A vizinha de frente, a vizinha de trás, a vizinha em saltos altos ou com a saia do uniforme de trabalho levantada até a altura da cintura, a vizinha agachada em cima da boca de seus eleitos que se deitavam de costas sobre a mesa, seios deliciosamente chupados ou cobertos pela blusa que ela, às vezes, deixava, e gemidos, muitos. Eram quase uivos que aquela loba indescente espalhava pelas noites e manhãs. As companhias saíam de seu apartamento num misto de desejo insatisfeito pela vontade de fazer mais e realização completa.
O voyeur sentia seu pau deliciado, como se fosse ele a haver estado dentro daquela boceta úmida e enlouquecida. Quase sempre chegava em casa doido para sentir-se mais perto das cenas que assistira. Mal dava tempo à sua mulher para respirar. Rasgava suas calcinhas ou lhe fazia ajoelhar no tapete da sala para a chupada que lhe permitiria fechar os olhos e reviver mais uma vez, as incomparáveis fodas da loba do quarto andar em dias de cio. Sempre com a janela aberta.
domingo, 1 de março de 2009
segunda-feira, 17 de março de 2008
Anonimato

Eu queria escrever a minha língua no seu corpo.
Queria que você tirasse a minha calcinha, úmida por baixo da saia, e se escondesse ali, me chupando deliberadamente.
A sua língua escrita no meu corpo, molhando a boceta que já estava molhada. Levando e trazendo o hálito quente, não sem antes me torturar com a ponta dos seus dedos.
Eu adoro os seus dedos. Sua mão me toma e me esquenta assim, como quem faz sem perceber. E eu sei que percebe. Quer mais é ver o meu circo pegar fogo, queimando ofegante e pedindo mais. Muito mais.
Sem me tirar a blusa, você brincava com os bicos dos meus seios, eretos, acesos, tesudos.
Eu só conseguia gemer e, como que por reação, rebolar os quadris devagar enquanto cada uma das suas mãos brincava numa parte do meu corpo.
Imaginava se o seu pau já estaria duro, como eu gostava. Mas não te toquei. Queria que você enlouquecido de vontade de me comer sem eu te encostar a mão. Ou a língua. Ou a boca.
Tinha certeza que por baixo do short você não tinha colocado a cueca quando saiu do banho. Safado. Sabia o tempo todo que ia me provocar e endurecer pra mim.
E eu queria tanto o seu pau!
Sentia sua mão melando minha vulva, entrando e saindo dela para levar o começo do gozo até meu grelo, duro, rosado, sedento. Sentia o seu toque no seio, no bico. Ora por cima, ora por baixo da blusa de algodão, sem o sutiã que você se apressara em tirar.
Atrás de mim, sussurrava no meu ouvido, em tom de comando: "Rebola, delícia. Quero ver esta bunda gostosa mexer". De propósito, parava de me masturbar para que eu fosse obrigada a me mexer, esfregando todo o meu tesão nos seus dedos.
Eu tinha certeza que seu pau estava tão duro quanto minha boceta estava melada. Sem nenhum outro toque, te empurrei para que se sentasse na cadeira atrás de nós, não sem antes descer seu short e encostando, intencionalmente, seu pau ereto na minha bochecha. Senti que a cabeça dele também estava molhada e o seu cheiro me perfumou as narinas. Resisti à tentação de te enfiar inteiro na minha boca e arrancar o gemido que eu adorava.
Te sequei, de camiseta, sem short e de pau duro, sentado na cadeira me fodendo com os olhos. Subi a saia e a blusa, mas não tirei nenhuma das peças.
Me aproximei, abri as pernas e fui me ajeitando sentada em cima de você. Mas não te deixei meter seu pau em mim. Sentei de um jeito que só esfregava nele meu sexo, fervente e arreganhado. Com a blusa suspensa, podia trazer as suas mãos até os meus seios e fazer você me tocar. Você me olhava, respirando descompassadamente e eu comecei a te lamber a língua. Não era um beijo. Você, de língua pra fora, e eu, lambendo-a como se fosse o seu pau.
Tirei suas mãos dos meus seios e as segurei atrás da cadeira. A saia levantada não te deixava ver minha boceta se abrindo, então me levantei e, de costas para você, me abaixei para tirar a saia.
Voltei a segurar as suas mãos e sem ensaio, ajeitei a cabeça melada do seu pau, para sentí-lo me comer. Fui sentando, enfiando-o em mim. Quente, latejando. Você se desencostou um pouco da cadeira para poder meter em mim mais rápido. Não queria esperar. Queria me fuder por ter te provocado tanto. Soltou as suas mãos e me segurou as ancas para que o pau entrasse mais fundo. Me olhou com ar desafiador, como quem dizia para sair dali se fosse capaz. Disse apenas: "Me engole com essa buceta. Vem." Eu obedeci.
Trazia o quadril para a frente e levava o quadril para trás. Tirei as suas mãos das minhas ancas e votei a imobilizá-las. Me apoiava nelas para tomar impulso e mexer. Pra frente, pra trás, pra frente, pra trás. Levantava um pouco, deixando seu pau sair quase que por inteiro de dentro de mim. Mas não, totalmente. Deixava a cabeça e mexia devagar. Depois sentava de novo e mexia um pouco mais.
Aumentei o ritmo, levantando e sentando no seu pau; podia senti-lo latejar dentro de mim. Você gemia e me falava obscenidades. "Gosta de sentar no meu pau, né tesuda? Senta gostoso, senta."
Rapidamente me levantei e saí de cima de você. Virei de costas para que você olhasse a minha bunda. E, de novo, sentei. De bunda pra você, com as pernas fechadas no meio das suas. Você me olhava os movimentos da bunda e me comia por trás. Me segurava os seios e me fazia abrir as pernas pra me tocar o grelo cheio da sua porra.
Enlouquecidos, nos comíamos. Parei com as pernas abertas pra que só você se mexesse e enfiasse o pau em mim, à sua vontade. Você se apoiou nas laterais do acento da cadeira e começou a meter o que ainda conseguíamos.
Acelerava e metia. Acelerava e metia mais.
Eu gemia cada vez mais alto, num tom quase choroso. Não aguentava mais o tesão e pedi pra você gozar e me melar toda. E você veio com tudo. Me fez gozar. Gozou em mim como nunca.
Sua porra escorria um pouco pela abertura e pelo alto das minhas coxas. Eu me contraía pra você. Por você. Você urrava e queria. Não pensava, só sentia a delícia de foder aquela buceta quente, justinha no seu pau.
No final do gozo, me mordeu o ombro e me abraçou as costas sem sair de mim. Me tocou os seios de leve.
Eu, ofegante pelo gozo contraído me recostei no seu tórax e falei baixinho: "Adoro quando você me come."
***
Queria que você tirasse a minha calcinha, úmida por baixo da saia, e se escondesse ali, me chupando deliberadamente.
A sua língua escrita no meu corpo, molhando a boceta que já estava molhada. Levando e trazendo o hálito quente, não sem antes me torturar com a ponta dos seus dedos.
Eu adoro os seus dedos. Sua mão me toma e me esquenta assim, como quem faz sem perceber. E eu sei que percebe. Quer mais é ver o meu circo pegar fogo, queimando ofegante e pedindo mais. Muito mais.
Sem me tirar a blusa, você brincava com os bicos dos meus seios, eretos, acesos, tesudos.
Eu só conseguia gemer e, como que por reação, rebolar os quadris devagar enquanto cada uma das suas mãos brincava numa parte do meu corpo.
Imaginava se o seu pau já estaria duro, como eu gostava. Mas não te toquei. Queria que você enlouquecido de vontade de me comer sem eu te encostar a mão. Ou a língua. Ou a boca.
Tinha certeza que por baixo do short você não tinha colocado a cueca quando saiu do banho. Safado. Sabia o tempo todo que ia me provocar e endurecer pra mim.
E eu queria tanto o seu pau!
Sentia sua mão melando minha vulva, entrando e saindo dela para levar o começo do gozo até meu grelo, duro, rosado, sedento. Sentia o seu toque no seio, no bico. Ora por cima, ora por baixo da blusa de algodão, sem o sutiã que você se apressara em tirar.
Atrás de mim, sussurrava no meu ouvido, em tom de comando: "Rebola, delícia. Quero ver esta bunda gostosa mexer". De propósito, parava de me masturbar para que eu fosse obrigada a me mexer, esfregando todo o meu tesão nos seus dedos.
Eu tinha certeza que seu pau estava tão duro quanto minha boceta estava melada. Sem nenhum outro toque, te empurrei para que se sentasse na cadeira atrás de nós, não sem antes descer seu short e encostando, intencionalmente, seu pau ereto na minha bochecha. Senti que a cabeça dele também estava molhada e o seu cheiro me perfumou as narinas. Resisti à tentação de te enfiar inteiro na minha boca e arrancar o gemido que eu adorava.
Te sequei, de camiseta, sem short e de pau duro, sentado na cadeira me fodendo com os olhos. Subi a saia e a blusa, mas não tirei nenhuma das peças.
Me aproximei, abri as pernas e fui me ajeitando sentada em cima de você. Mas não te deixei meter seu pau em mim. Sentei de um jeito que só esfregava nele meu sexo, fervente e arreganhado. Com a blusa suspensa, podia trazer as suas mãos até os meus seios e fazer você me tocar. Você me olhava, respirando descompassadamente e eu comecei a te lamber a língua. Não era um beijo. Você, de língua pra fora, e eu, lambendo-a como se fosse o seu pau.
Tirei suas mãos dos meus seios e as segurei atrás da cadeira. A saia levantada não te deixava ver minha boceta se abrindo, então me levantei e, de costas para você, me abaixei para tirar a saia.
Voltei a segurar as suas mãos e sem ensaio, ajeitei a cabeça melada do seu pau, para sentí-lo me comer. Fui sentando, enfiando-o em mim. Quente, latejando. Você se desencostou um pouco da cadeira para poder meter em mim mais rápido. Não queria esperar. Queria me fuder por ter te provocado tanto. Soltou as suas mãos e me segurou as ancas para que o pau entrasse mais fundo. Me olhou com ar desafiador, como quem dizia para sair dali se fosse capaz. Disse apenas: "Me engole com essa buceta. Vem." Eu obedeci.
Trazia o quadril para a frente e levava o quadril para trás. Tirei as suas mãos das minhas ancas e votei a imobilizá-las. Me apoiava nelas para tomar impulso e mexer. Pra frente, pra trás, pra frente, pra trás. Levantava um pouco, deixando seu pau sair quase que por inteiro de dentro de mim. Mas não, totalmente. Deixava a cabeça e mexia devagar. Depois sentava de novo e mexia um pouco mais.
Aumentei o ritmo, levantando e sentando no seu pau; podia senti-lo latejar dentro de mim. Você gemia e me falava obscenidades. "Gosta de sentar no meu pau, né tesuda? Senta gostoso, senta."
Rapidamente me levantei e saí de cima de você. Virei de costas para que você olhasse a minha bunda. E, de novo, sentei. De bunda pra você, com as pernas fechadas no meio das suas. Você me olhava os movimentos da bunda e me comia por trás. Me segurava os seios e me fazia abrir as pernas pra me tocar o grelo cheio da sua porra.
Enlouquecidos, nos comíamos. Parei com as pernas abertas pra que só você se mexesse e enfiasse o pau em mim, à sua vontade. Você se apoiou nas laterais do acento da cadeira e começou a meter o que ainda conseguíamos.
Acelerava e metia. Acelerava e metia mais.
Eu gemia cada vez mais alto, num tom quase choroso. Não aguentava mais o tesão e pedi pra você gozar e me melar toda. E você veio com tudo. Me fez gozar. Gozou em mim como nunca.
Sua porra escorria um pouco pela abertura e pelo alto das minhas coxas. Eu me contraía pra você. Por você. Você urrava e queria. Não pensava, só sentia a delícia de foder aquela buceta quente, justinha no seu pau.
No final do gozo, me mordeu o ombro e me abraçou as costas sem sair de mim. Me tocou os seios de leve.
Eu, ofegante pelo gozo contraído me recostei no seu tórax e falei baixinho: "Adoro quando você me come."
***
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Noturna

Ela não sabia porquê o ritmo latino do violão na música mexia tanto com os seus instintos. Sentia o vento sacudir o tecido fino da camisola curta e o desconforto do calor excessivo deixava de existir por alguns momentos. Debruçava-se levemente na sacada e deliciava-se com o vento que subia sem cerimônia por suas pernas e por entre seus seios.
Pensou que apenas a calcinha, pequena e preta como a camisola, impedia o acesso total do delicioso sopro dos ares. Tirou-a, e sem importar-se com nada deixou-a cair na sacada ao seu lado. Do alto do 14º andar onde vivia, desfrutava a cidade e sentia-se como uma feiticeira prestes a consumar sua magia de sedução. Parecia mesmo que as forças da noite a levavam a despir-se aos poucos, a levavam a acreditar que não precisava de roupas, nem de freios, nem da razão, nem de qualquer sinal de pudor.
A noite parecia querer engoli-la, e já excitada ela abriu as pernas um pouco mais sem levantar-se do parapeito. Os acordes que ressonavam de dentro do seu apartamento eram um convite para que mexesse languidamente os quadris, passando um dos pés pela panturrilha oposta e, vez em quando, segurando a barra da sacada com as mãos para poder esticar os braços e expor ainda mais os contornos do alto de suas coxas.
Olhou fixamente para a taça de vinho branco que repousava na cadeira ao seu lado e, sem pensar muito, mergulhou o dedo médio e o indicador no líquido transparente. Lambeu vorazmente os próprios dedos, sugando todo o vinho. Repetiu-se algumas vezes e, num impulso, levou lentamente os dedos saídos da taça até o alto de sua virilha, acariciando o clitóris nu e sentindo o álcool reagir à brisa constante na sua pele. Contornou toda a extensão da vagina desejando incontrolavelmente que, naquele momento surgisse junto dela o homem deliciosamente impulsivo pelo qual vinha esperando há tanto tempo.
Por cima do seu decote, tocou com os dedos já secos cheirando a vinho e tesão, os bicos rígidos dos seus seios, sem tirar a outra mão da grade onde se segurava, nem sair da posição em que se colocara, quase como que desafiando alguém invisível, esperando ser penetrada a qualquer momento.
As alças finas da camisola curta de cetim não conseguiam esconder muito do alto dos seus seios quando ela se esticava assim. Pensou que felizmente seu bumbum estava virado para dentro do apartamento e percebeu, em seguida, que não havia se livrado totalmente do pudor que tanto a incomodava. A feiticeira que queria ser se entregaria à noite por completo. Abstrairia de todo o resto e sentiria o seu próprio prazer. Desafiando a si mesma, foi subindo a camisola, pouco a pouco, até retirá-la totalmente pela cabeça e descartá-la em cima da calcinha, voltando a debruçar-se satisfeita.
Perdida em pensamentos de entrega e conflito ouviu num ligeiro sobressalto que houvera algum movimento dentro do seu apartamento. Congelou por alguns segundos sem coragem para se mexer. Não pôde nem mesmo levantar o tronco e fechar as pernas. Estaria enganada? Quis dizer para si mesma que talvez estivesse ouvindo coisas pois não poderia haver ninguém ali. Morava sozinha e ninguém mais tinha a chave da porta da frente. Foi quando suspirou lenta e profundamente lembrando-se que não trancara a porta ao entrar, cerca de uma hora antes. Raramente isto acontecia, mas estava com as mãos ocupadas ao chegar, e pensou que poderia fazê-lo depois. Tarde demais agora, se realmente tivesse alguém estranho ali.
Decidida a sair do estado de desespero que lhe sufocara a excitação, juntou as pernas e, ereta, virou-se casualmente de frente para a porta de vidro aberta atrás de si. Havia deixado a sala à meia luz, que era como gostava de ambientar seus rituais particulares.
Reconheceu de imediato, parado no meio da sua sala, um dos seus vizinhos do 14º andar. Exatamente aquele novato no prédio, com o qual já se encontrara algumas vezes no elevador e, em todas as ocasiões conversara rapidamente , porém não sem uma estranha identificação que pairara desde a primeira vez que o vira. Na maioria das vezes em que se haviam cruzado, estavam sozinhos e era impossível não perceber a tensão no ar, como se ambos suspendessem por alguns segundos a respiração. Mesmo no desespero que a acometeu, não pôde deixar de voltar a reparar nas coxas dele, como fizera na primeira vez. Coxas grossas e masculinas. E nas mãos. Aquelas mãos a sustentariam perfeitamente montada na cintura dele, pensara então.
Assustada e estranhamente satisfeita com a identidade do invasor, conseguiu perguntar a ele o que fazia ali e porque entrara daquela forma. Disparou perguntas histéricas sem conseguir entrar na sala.
Ele, a olhava quase em êxtase. Não tinha qualquer preocupação em disfarçar o absoluto encanto com a cena que presenciara, nem sequer o óbvio volume por baixo do leve par de shorts que usava. Apenas a encarava, gulosa e despudoradamente.
- Como é que você entrou aqui? – conseguiu dizer finalmente, já prevendo a resposta.
- Comprei uma massa muito, muito boa. – respondeu maliciosamente o inesperado visitante – e vim te convidar para jantar comigo.
- Não bate? Invade assim? – ela não tinha mais certeza do que dizer. E ouviu a resposta:
- Quem está me invadindo é você.
E cruzou a sala, se aproximando hipnotizado da sacada, descansando seus olhos acesos em cada palmo da pele dela. Os bicos dos seios, firmes, convidando ao banquete. As ancas curvilíneas, esperando o descanso de sua boca. O pescoço provocante, antecipando o toque das suas mãos. As pernas, tensas, trêmulas, desejando a vagarosa abertura que só as coxas dele poderiam proporcionar. Os imensos olhos castanhos, fêmeos e desafiadores, engolindo suas entranhas. A boca de contornos perfeitos entreaberta, sedenta pela invasão da língua dele. E o sexo já úmido, que começava a perfumar os ares fazendo-o estremecer.
Ele parou a um palmo dela, que ainda o encarava imóvel, tendo a nítida sensação de que todos os músculos do seu corpo estavam eretos. Todos expostos, denunciados deliberadamente pelo pau. Sabia que se a pele dela tocasse a sua e aquele cheiro de tesão penetrasse nele um pouco mais, nada pararia a sua vontade.
Ela tremeu quando o viu percorrer o curto caminho que os separava. Correr para quê? Cobrir-se para quê? Expulsá-lo para quê? Ela sabia e, a esta altura ele também, que a necessidade de esfregar seu corpo no corpo dele, nú, era a única verdade daquele momento. Sentia a fenda umedecendo, inchando toda e mesmo o vento era uma provocação. Queria se tocar para ele assistir. Queria deixá-lo enlouquecido e entregue. Queria não negar que a visão daquele pau enrijecido a fazia salivar e sentir o desejo de ajoelhar-se diante dele e chupá-lo ininterruptamente. Queria abrir as pernas para ele e deixar que sua língua a comesse toda. Queria ouvir os seus gemidos se misturando e acordando a noite. Será que ele leria estes pensamentos? Será que a imobilizaria fazendo-a render-se ao seu domínio urgente?
Aquele palmo que os separava não era suficiente para distanciar o pau pulsante dele da fenda que se oferecia sem qualquer recato. Era como se ele o pudesse sentir penetrando-a vagarosamente. O prenúncio do seu gozo fazia respingar gotas ansiosas de dentro do membro dele. Ela havia se depilado por completo e foi desta forma que ele a imaginou quando seu braço tocou o dela no elevador. “Quero este corpo despido sobre o meu”, pensou então. E sabia que seria uma questão de tempo até que o pudesse ter. Deu um último passo, retirando o resto de distância entre os corpos deles, fazendo-a afastar-se e recostar o quadril no parapeito.
Pensou que apenas a calcinha, pequena e preta como a camisola, impedia o acesso total do delicioso sopro dos ares. Tirou-a, e sem importar-se com nada deixou-a cair na sacada ao seu lado. Do alto do 14º andar onde vivia, desfrutava a cidade e sentia-se como uma feiticeira prestes a consumar sua magia de sedução. Parecia mesmo que as forças da noite a levavam a despir-se aos poucos, a levavam a acreditar que não precisava de roupas, nem de freios, nem da razão, nem de qualquer sinal de pudor.
A noite parecia querer engoli-la, e já excitada ela abriu as pernas um pouco mais sem levantar-se do parapeito. Os acordes que ressonavam de dentro do seu apartamento eram um convite para que mexesse languidamente os quadris, passando um dos pés pela panturrilha oposta e, vez em quando, segurando a barra da sacada com as mãos para poder esticar os braços e expor ainda mais os contornos do alto de suas coxas.
Olhou fixamente para a taça de vinho branco que repousava na cadeira ao seu lado e, sem pensar muito, mergulhou o dedo médio e o indicador no líquido transparente. Lambeu vorazmente os próprios dedos, sugando todo o vinho. Repetiu-se algumas vezes e, num impulso, levou lentamente os dedos saídos da taça até o alto de sua virilha, acariciando o clitóris nu e sentindo o álcool reagir à brisa constante na sua pele. Contornou toda a extensão da vagina desejando incontrolavelmente que, naquele momento surgisse junto dela o homem deliciosamente impulsivo pelo qual vinha esperando há tanto tempo.
Por cima do seu decote, tocou com os dedos já secos cheirando a vinho e tesão, os bicos rígidos dos seus seios, sem tirar a outra mão da grade onde se segurava, nem sair da posição em que se colocara, quase como que desafiando alguém invisível, esperando ser penetrada a qualquer momento.
As alças finas da camisola curta de cetim não conseguiam esconder muito do alto dos seus seios quando ela se esticava assim. Pensou que felizmente seu bumbum estava virado para dentro do apartamento e percebeu, em seguida, que não havia se livrado totalmente do pudor que tanto a incomodava. A feiticeira que queria ser se entregaria à noite por completo. Abstrairia de todo o resto e sentiria o seu próprio prazer. Desafiando a si mesma, foi subindo a camisola, pouco a pouco, até retirá-la totalmente pela cabeça e descartá-la em cima da calcinha, voltando a debruçar-se satisfeita.
Perdida em pensamentos de entrega e conflito ouviu num ligeiro sobressalto que houvera algum movimento dentro do seu apartamento. Congelou por alguns segundos sem coragem para se mexer. Não pôde nem mesmo levantar o tronco e fechar as pernas. Estaria enganada? Quis dizer para si mesma que talvez estivesse ouvindo coisas pois não poderia haver ninguém ali. Morava sozinha e ninguém mais tinha a chave da porta da frente. Foi quando suspirou lenta e profundamente lembrando-se que não trancara a porta ao entrar, cerca de uma hora antes. Raramente isto acontecia, mas estava com as mãos ocupadas ao chegar, e pensou que poderia fazê-lo depois. Tarde demais agora, se realmente tivesse alguém estranho ali.
Decidida a sair do estado de desespero que lhe sufocara a excitação, juntou as pernas e, ereta, virou-se casualmente de frente para a porta de vidro aberta atrás de si. Havia deixado a sala à meia luz, que era como gostava de ambientar seus rituais particulares.
Reconheceu de imediato, parado no meio da sua sala, um dos seus vizinhos do 14º andar. Exatamente aquele novato no prédio, com o qual já se encontrara algumas vezes no elevador e, em todas as ocasiões conversara rapidamente , porém não sem uma estranha identificação que pairara desde a primeira vez que o vira. Na maioria das vezes em que se haviam cruzado, estavam sozinhos e era impossível não perceber a tensão no ar, como se ambos suspendessem por alguns segundos a respiração. Mesmo no desespero que a acometeu, não pôde deixar de voltar a reparar nas coxas dele, como fizera na primeira vez. Coxas grossas e masculinas. E nas mãos. Aquelas mãos a sustentariam perfeitamente montada na cintura dele, pensara então.
Assustada e estranhamente satisfeita com a identidade do invasor, conseguiu perguntar a ele o que fazia ali e porque entrara daquela forma. Disparou perguntas histéricas sem conseguir entrar na sala.
Ele, a olhava quase em êxtase. Não tinha qualquer preocupação em disfarçar o absoluto encanto com a cena que presenciara, nem sequer o óbvio volume por baixo do leve par de shorts que usava. Apenas a encarava, gulosa e despudoradamente.
- Como é que você entrou aqui? – conseguiu dizer finalmente, já prevendo a resposta.
- Comprei uma massa muito, muito boa. – respondeu maliciosamente o inesperado visitante – e vim te convidar para jantar comigo.
- Não bate? Invade assim? – ela não tinha mais certeza do que dizer. E ouviu a resposta:
- Quem está me invadindo é você.
E cruzou a sala, se aproximando hipnotizado da sacada, descansando seus olhos acesos em cada palmo da pele dela. Os bicos dos seios, firmes, convidando ao banquete. As ancas curvilíneas, esperando o descanso de sua boca. O pescoço provocante, antecipando o toque das suas mãos. As pernas, tensas, trêmulas, desejando a vagarosa abertura que só as coxas dele poderiam proporcionar. Os imensos olhos castanhos, fêmeos e desafiadores, engolindo suas entranhas. A boca de contornos perfeitos entreaberta, sedenta pela invasão da língua dele. E o sexo já úmido, que começava a perfumar os ares fazendo-o estremecer.
Ele parou a um palmo dela, que ainda o encarava imóvel, tendo a nítida sensação de que todos os músculos do seu corpo estavam eretos. Todos expostos, denunciados deliberadamente pelo pau. Sabia que se a pele dela tocasse a sua e aquele cheiro de tesão penetrasse nele um pouco mais, nada pararia a sua vontade.
Ela tremeu quando o viu percorrer o curto caminho que os separava. Correr para quê? Cobrir-se para quê? Expulsá-lo para quê? Ela sabia e, a esta altura ele também, que a necessidade de esfregar seu corpo no corpo dele, nú, era a única verdade daquele momento. Sentia a fenda umedecendo, inchando toda e mesmo o vento era uma provocação. Queria se tocar para ele assistir. Queria deixá-lo enlouquecido e entregue. Queria não negar que a visão daquele pau enrijecido a fazia salivar e sentir o desejo de ajoelhar-se diante dele e chupá-lo ininterruptamente. Queria abrir as pernas para ele e deixar que sua língua a comesse toda. Queria ouvir os seus gemidos se misturando e acordando a noite. Será que ele leria estes pensamentos? Será que a imobilizaria fazendo-a render-se ao seu domínio urgente?
Aquele palmo que os separava não era suficiente para distanciar o pau pulsante dele da fenda que se oferecia sem qualquer recato. Era como se ele o pudesse sentir penetrando-a vagarosamente. O prenúncio do seu gozo fazia respingar gotas ansiosas de dentro do membro dele. Ela havia se depilado por completo e foi desta forma que ele a imaginou quando seu braço tocou o dela no elevador. “Quero este corpo despido sobre o meu”, pensou então. E sabia que seria uma questão de tempo até que o pudesse ter. Deu um último passo, retirando o resto de distância entre os corpos deles, fazendo-a afastar-se e recostar o quadril no parapeito.
O último registro que a mente dela racionalizou foi o metal frio arrepiando a sua pele e o pau, quente, separando seus lábios úmidos.
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Secret Smile
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Proposta
-
Se eu chupasse os seus dedos antes de entrarem,
você viria?
-
Mesmo que eles saíssem melados , como eu?
...
-
Vem?
-
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